Orlando Schneider - Homenagens póstumas

                     

          Orlando Idílio Schneider foi prefeito em três administrações municipais, em Panambi/RS.

                    
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                    Deixou um grande legado. Segue texto com algumas obras realizadas.


 5º PREFEITO ORLANDO IDÍLIO SCHNEIDER - 1973 A 1976

 

 Orlando Idílio Schneider administrou de 31 de janeiro de 1973 a 31 de janeiro de 1977.  O vice-prefeito naquela gestão foi Fernando Gerhard Dose. A partir dela não houve mais o cargo de subprefeito.  Conforme Jornal, no término do mandato, o quadro da administração direta do prefeito era de 12 funcionários.

No ano de 1973 permaneceu como Coordenadora de Ensino a professora Vera Knorr. Conforme o Jornal “A Notícia Ilustrada” (1974, p.1, nº 397), a partir do ano de 1974 assumiu o cargo de Supervisora Pedagógica do Serviço de Ensino Público Municipal a professora Terezinha Peringer. O Setor Educacional, em virtude do aumento de demandas, teve o Serviço de Educação Pública transformado em Departamento de Ensino e subdividido em dois setores: supervisão pedagógica a cargo da professora Terezinha (atendia aos professores na parte de orientação, fiscalização e assistência) e administração, sob responsabilidade de  Werno Alberto Lohmann (atendia a necessidade de conservação de prédios, organização de arquivos escolares e assistência ao Círculo de Pais e Mestres). Em dezembro de 1975 assumiu a coordenação do Departamento de Ensino a professora Marlene de Moura Kuhn.

A porcentagem de aprovação de alunos que compareceram aos exames foi respectivamente: em 1973 – 76%; em 1974 – 80%; em 1975 – 96%; em 1976 (?). Nesses quatro anos foram atendidos anualmente em torno de 1.410 alunos, com 60 professores. Esses se responsabilizavam por 47% dos alunos do Ensino Fundamental.

Foi investido na construção e ampliação de escolas. No ano 1973 foi concluído o prédio escolar Dona Leopoldina – na Linha Italiana, e o prédio da Escola Primeiro de Maio em Rincão Frente.  Já em 1974 foi construído prédio da Escola Bom Jesus, no Passo dos Rodrigues, da Escola Capitão Minoly, Linha Iriapira I e ampliação de salas na Escola Rui Barbosa-Linha Pavão, além de iniciada a construção da segunda ala do prédio do Ginásio Estadual Poncho Verde, que foi concluído com o auxílio financeiro da Prefeitura. Em 1975 foi construído prédio novo para a Escola Santo Antônio da Linha Pinheirinho; na Vila Arco-Íris foi concluída a obra para Escola Costa e Silva; houve a Campanha Nacional de Alimentação Escolar - CNAE;

Retomou-se o apoio ao Movimento Brasileiro de Alfabetização – MOBRAL, programa criado em 1970 pelo Governo Federal com objetivo de erradicar o analfabetismo do Brasil em dez anos (MENESES, 2001).

Durante a administração foram apresentados diversos recitais de piano e canto, também programas recreativos de natureza diversa. O ponto culminante foi o primeiro Festival de Recreação Infanto-Juvenil, que mobilizou todos os colégios do município e o primeiro festival de corais organizado pela CAJUMAQ.

Foram adquiridos os seguintes bens imóveis, sendo terrenos para: Quartel da Brigada Militar, Sindicato Rural, Campo de Pouso, Posto de Saúde, Bomba de Recalque da CORSAN, Incineração do Lixo, Prédios Escolares e para Abrigo das Máquinas e Equipamentos Rodoviários. Além disso, caminhão para a coleta e remoção do lixo. Também foram transferidos para a CORSAN 600 metros de terreno e uma área rural de 70.000 m²; foi construído alojamento do Corpo de Bombeiros em Panambi.  Além das aquisições e transferências de terrenos também foi realizada a construção de alojamento no Centro Cooperativo de Treinamento Agrícola – CCTA. Foi desapropriado o terreno onde se achava instalado o Sindicato, a fim de realizar o alargamento do leito do Arroio do Moinho, sendo que a Prefeitura fez a doação de outro terreno.

 Já os bens móveis adquiridos foram: para a instalação da Câmara Municipal, automóvel Volks- Variant para o Prefeito, camionete Pick-Up/ Chevrolet ano 1973 e uma Ford-Willys- 1975, ferramentas e aparelhos para oficina mecânica, trator escavo-carregador, móveis e utensílios para escolas, livros para a biblioteca municipal, aparelhos e ferramentas manuais, pedestal e microfones para a Câmara Municipal, máquina de escrever para a Junta do Serviço Militar, um britador, entre outros.

Com a aquisição de maquinários rodoviários aumentou-se a produção e o rendimento dos serviços de remoção de terra e obras de empedramento, facilitando a locomoção dos chefes de obras, obreiros, assim como o material de natureza diversa. No decorrer do mandato algumas épocas do ano foram comprometidas em função das chuvas, temperaturas e clima.

Em 1973, além dos serviços de conservação e de melhoramentos, destacam-se: construção de ponte sobre o Rio Caxambu, pontilhões em diversas estradas do interior, colocação de bueiros e reconstrução de pontilhões de madeiras, entre outros.

Em 1974, foi concluído e inaugurado o quartel da Brigada Militar, com o  qual a Prefeitura contribuiu financeiramente.  No dia 14 de dezembro de 1974, foi inaugurado o restaurante Moinho Velho (“Zur Alten Mühle”) e ocorreu o lançamento da pedra angular do Hotel Elsenau com a presença do Secretário do Turismo do Estado, Dr. Roberto Xavier.

Houve a manutenção de dois hortos florestais (um na Linha Pontão do Fiúza e outro na BR 158 – área adquirida para o depósito de resíduos -“lixos”, na BR 158) e a organização de mais um horto florestal na Linha Rincão Frente, no CCTA. Foi dada assistência agropecuária a todas as atividades que se desenvolveram no Município de Panambi. Essa se processou em colaboração com o CCTA, com a Associação Conservacionista de Panambi-ACOPAN, com a Eletrificação Rural, com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Panambi e com a ASCAR.

Em relação à viação, transportes e comunicações, deu-se prosseguimento à conservação e recuperação das estradas, à retificação e ao alargamento de vários trechos, ao empedramento, assim como à construção, reconstrução e reparação de pontes, entre elas a de Linha Assis Brasil sobre o rio Ijuí, foi construída ponte sobre o rio Fiúza com duas pistas, um vão de 32 metros integrando a Avenida Konrad Adenauer, também investiu-se em pontilhões, bueiros e canalização de arroios.

O Relatório Anual Municipal – RAM, de 1975, destaca a Colaboração da Companhia Intermunicipal de Estradas Alimentadoras – CINTEA que realizou o alargamento de estradas no trecho compreendido entre a BR 285 e a Estação Belizário, uma das rodovias mais antigas e mais importantes da Comuna. Também de importância foram os trabalhos de retificação, alargamento e empedramento realizados na estrada que leva de Panambi a Iriapira I e a Capão Alto. Essa estrada além da importância para a circulação das riquezas também atraia produtores de cidades vizinhas. Foi iniciado o serviço de nivelamento e terraplanagem no futuro campo de pouso, entre outras.

Conseguiu-se, com a CORSAN, maior extensão de água potável, também teve início o fornecimento de água por meio de poços artesianos.

A Prefeitura Municipal deu assistência à Cooperativa de Eletrificação Rural, devido a que essa ainda não havia instalado a sua sede. No ano de 1973, foram instalados postes nas localidades de Morengaba, Maraney, Ocearu, Caxambu, Jacicema, Gramado, Assis Brasil e Entre Rios, com esta ação foram beneficiadas 300 economias de luz (unidades consumidoras/instalação elétrica). O dia 17 de junho de 1973 constitui-se um acontecimento marcante com a inauguração da primeira etapa de eletrificação rural. Em 1974 a COPREL já iniciou a extensão da rede para as Linhas Rincão Fundo, 7 de Setembro, Rincão Frente e 15 de Novembro.

 A Junta do Serviço Militar de Panambi, no ano de 1975, era chefiada por Nadir Martini e sob a Jurisdição da 9ª Delegacia de Serviço Militar sediada na cidade de Carazinho. Martini também atendia a Unidade Municipal de Cadastramento do Incra, a Secretaria da Comissão Municipal de Desportos e a emissão de Carteiras Profissionais (RAM, 1974).

 Considerando a importância do Setor do Cadastro Imobiliário, foi contratado o técnico Rangel Figueiredo junto a Auditoria e Planejamento –AUDIPLAN. Ao Setor do Cadastro foi atribuída à fiscalização e o exame prévio de plantas e projetos de loteamento, serviços esses de grande utilidade para todos os planos de expansão urbana.

As atividades do Setor da Saúde restringiram-se à assistência médico-hospitalar e farmacêutica prestada através do hospital público de caridade de Panambi a um grande número de pessoas em situação de vulnerabilidade, à manutenção dos serviços de assistência no Posto de Saúde local e à contribuição ao Hospital São Pedro e à Santa Casa da Misericórdia, ambos de Porto Alegre.

Em relação ao Bem Estar Social – As despesas deste setor se relacionam ao Seguro contra acidentes de trabalho, ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, à formação de patrimônio de Servidor Público – PASEP, assistência farmacêutica aos funcionários, salário família, entre outros.

Em 11 de setembro de 1975, com a presença do urbanista e técnico  Dr. Demétrio Ribeiro, Diretor da ARQUIPAN (Arquitetura e Planejamento Ltda.), foi assinado o contrato em torno da preparação do Projeto para a ampliação do Plano Diretor da Cidade.

 Algumas datas em destaque: 7 de setembro de 1975 aconteceu a inauguração da placa alusiva aos 100 anos da Imigração Italiana, na Praça do Imigrante; “Em 29 de março de 1975, em Solenidade de entrega de título de ‘Cidadão Panambiense” ao Tenente Cel. José Figueiredo de Castro - Comandante da CR- 4 sediada em Carazinho, companhia encarregada da construção da BR 285; em 17 de agosto de 1974 foi inaugurado o Posto de Saúde na presença do Governador Euclides Triches.

 

 Solenidade do Dia do Imigrante 1974. Acervo do MAHP, Foto  Nº 7.103
                   Sr. Orlando Schneider. Evento  que participou, década de 1970. Acervo do MAHP.


7ª PREFEITO ORLANDO IDÍLIO SCHNEIDER E EUGÊNIO GRESSLER – 1983 A 1988

 

Orlando Idílio Schneider administrou o município de 31 de janeiro de 1983 a 31 de dezembro de 1988, juntamente com o vice-prefeito Eugênio Gressler. Seu mandato foi de 6 anos conforme Constituição Federal, Artigo 4º, parágrafo único.

 Fizeram parte da administração direta: Miguel Schmitt-Prym, Secretário Municipal da Saúde e Ação Social; Günter Rutz, Secretário Municipal da Fazenda; Nadir Martini, Secretário Municipal da Administração; Júlio Cesar Lopes Pedroso, Secretário Municipal da Agricultura, Indústria e Comércio, Vitor Roberto Nehring, Secretário Municipal de Obras, Viação e Transporte; Marlene de Moura Kuhn - Órgão Municipal de Educação (A NOTICIA ILUSTRADA, JANEIRO, 1988).

Em fevereiro de 1984 assumiu interinamente o Órgão Municipal de Educação, a professora Mary Léa Rolim da Silva (Simon) e logo após oficialmente. O Órgão Municipal, a partir de 28 de fevereiro de 1986, organizou-se sob a forma de Secretaria Municipal de Educação e Cultura- SMEC, o qual passou a contar com quadro na função de supervisores nesta secretaria. Buscou-se assessoria da UNIJUI para a Secretaria Municipal de Educação. Foi produzido e lançado o Livro “Panambi, Ontem-Hoje” pela SMEC, em 1985. A seguir as principais atividades da SMEC no decorrer dos quatro anos. 1984 - Aula Integrada, Pedagogia da Criatividade, Blocos Lógicos, Lei nº 7.044/82; 1985 - Atualização de Docentes em Alfabetização, Projeto Resgate da Cultura Local;1986 -  Atualização em Ciências e Matemática – Supervisoras tiveram curso na AMUPLAM 220h;1987 - Psicomotricidade, Avaliação da Aula Integrada, Matemática, Literatura Infantil e Avaliação; 1988 - Estudos Sociais, Ensino Religioso. Criação e instalação de 1º Grau em cinco escolas.  Em 1985 a rede municipal contava com 1.295 alunos de 1º ao 4º ano e 116 alunos de 5º aos 8º anos. Na zona urbana havia 9 escolas e na  rural 20 escolas. Foram atendidas em média 140 crianças da faixa etária de 0 a 6 anos, nas creches sob a supervisão da primeira dama Nelita Schneider.

Criado o Plano de Carreira para o Magistério Público Municipal em 26 de dezembro de 1986. Também neste ano foi criado a Associação dos Professores. O transporte Escolar era terceirizado e ao longo desta gestão 300 alunos foram beneficiados. A partir de 1987 ocorreu a realização de concursos públicos para o Magistério Público Municipal.

 Inaugurado em parceria com o Estado o novo prédio da Escola Estadual Poncho Verde, em 06 de novembro de 1987, com a presença do Governador do Estado Jair Soares. Também inaugurada em outra data a Escola Estadual de 1º Grau Hermann Faulhaber. Houve a construção e deixadas em fase de conclusão a Creche Amor Perfeito (para 70 crianças) e a ampliação da Creche Pequeno Lar.

Várias quadras de esporte foram construídas em escolas, entre elas: Rincão Fundo, Bairro Kuhn, Linha Gramado, Bairro São Jorge (junto a Escola Poncho Verde), Bairro Pavão, Linha Brasil (Escola Hermann Faulhaber) e Bairro Esperança. Para atender a clientela rural em seu meio ocorreu a transformação da Escola em 1º Grau Completo na Escola 21 de Abril, da Linha Rincão Fundo, atendendo também até a 8ª série, para evitar o deslocamento de alunos até a cidade.

Em 1987 a Educação Especial foi reestruturada em nível de atendimento, no município. A APAE passou a atender crianças e jovens com comprometimentos mentais mais severos e a Escola Municipal Pequeno Príncipe pelo atendimento dos surdos, cegos e crianças com comprometimento mentais leves e problemas de aprendizagem, que estavam enfrentando sucessivos anos de repetência nas escolas de nosso município.

Foi criada a Copa Municipal Infantil de Panambi/COMIPA, participando de eventos a nível estadual e federal, principalmente no Atletismo.

No início do ano de 1987 consta no Relatório em Obras o seguinte: duas Unidades de Centro Comunitário (Vila Piratini Bairro 02.08.1987; Vila Alto Paraíso 04.02.1987; Vila Fensterseifer 04.02.1987); duas Escolas novas do Estado; Uma Escola Nova no Município (Escola Sinodal – Linha Brasil. 04.02.1987), três ampliações de escola do Estado (Escola São João Batista, Escola Estadual Pindorama) três e do município (Escola Municipal Dona Leopoldina, Monteiro Lobato  e Vicente Hirstchmann)  e oito reformas de Escolas; Casa do Ajuris 250 m²; alargamento da ponte de concreto sobre o rio Fiúza 50 metros  ligando a Avenida Sete de Setembro com Presidente Kennedy; uma galeria ponte seca na Konrad Adenauer a qual dá acesso à área do SESI, sete quadras de esporte, nove cercados de Escolas, cinco abrigos construídos (A NOTICIA ILUSTRADA, JAN.1987).

Realizado o alargamento da rua da Palmeira que dá acesso a Empresa Rehn, hoje Brunning Tecnomental e a BR 158 pelo Bairro Alvorada (A NOTICIA ILUSTRADA, 19.08.1987).

Implantada um novo sistema de iluminação nas duas Avenidas e procurou-se atender todos os bairros da cidade.

            Assinado protocolo de Municipalização da Saúde em Panambi e logo foi aprovado e tinha como objetivo substituir a fila do INAMPS, por uma central de marcação de consultas, o estabelecimento de um plantão permanente no hospital de caridade e o atendimento universalizado e sem cobranças de taxas extras, garantindo o acesso a saúde preventiva a toda a população (A NOTICIA ILUSTRADA, 19 DE AGO, 1987).

            Adquiriu ônibus para a saúde, este foi provido de um gabinete dentário, um consultório médico e dois compartimentos de espera.

            Foram instalados telefones em três localidades na zona rural:  Linha Gramado, Inhame e Maraney. Criado hortões comunitários nos Bairros: Esperança e Italiana, visando a melhoria da qualidade da alimentação. Na Praça foram construídas novas instalações sanitárias.

Visando solucionar os problemas de Lixo Urbano, a administração Municipal construiu em parcerias com empresas locais e tecnologia própria uma Usina de Reciclagem de Lixo. A Usina foi projetada pelo Engenheiro Nering, funcionário da Prefeitura. Foi inaugurada 01 de outubro de 1987, com a presença dos prefeitos da AMUPLAM. Em setembro foi iniciado os testes de funcionamento.

Foi doada a CORSAN uma área para construção de um reservatório com capacidade de um milhão de litros de água (Lei nº 967/1988). Tinha por finalidade solucionar o problema da falta d’água em Panambi, principalmente no bairro Zona Norte. Também houve preocupação com o problema da água nas localidades da zona rural. Foram construídos/perfurados 7 poços artesianos.

Uma das preocupações foi o investimento na recuperação e conservação do sistema viário de Panambi, foram calçados 29.199,64m², de ruas e 107.997 m² de ruas asfaltadas. O acesso Sul, ligando o centro da cidade até a BR 158 foi uma obra importante, inaugurada em 25 de novembro de 1984, com a presença do Ministro dos transportes.

Liberado recursos a fundo perdido, na ordem de 40 milhões de cruzados, para recapeamento do asfalto da Avenida Presidente Kennedy, acesso até a Vila Arco-íris. Empedradas 715 km de rodovias municipais de estradas. 

Quanto a canalização e colocação de bueiros e outros foi atingido 17.384 metros e foram colocados 47.293 cordões e efetuada na própria fábrica de tubos e cordões desta municipalidade. O material utilizado para asfaltar as ruas de nosso município foi preparado totalmente na usina de asfalto construída pela municipalidade com recursos tecnológicos próprios.

            Foram construídas novas instalações no Parque de Máquinas localizado onde hoje é a AMISA como almoxarifado, oficina e setor de limpeza pública (a Notícia Ilustrada,1987). Criadas várias leis, a de nº 927/86 de 4 de julho de 1986 delimita os bairros.

            A Feira do Produtor foi montada juntamente com a EMATER, para estabelecer um canal direto de comercialização entre o pequeno produtor de hortifrutigranjeiros e o consumidor.

            Quanto à saúde bucal, além da atividade preventiva que se desenvolveu nas escolas e nas Associações Comunitárias, houve a implantação dos gabinetes dentários na Escola Bom Pastor (Bairro Kuhn, na Vila Arco-íris, na Zona Norte, em Gramado Assis Brasil e Rincão Fundo.

            Implantados Postos de Saúde nos Bairros Zona Norte, Piratini, Rincão Fundo e nas localidades de Assis Brasil, Gramado. E também ambulatórios médicos nos Bairros Arco-Íris, Esperança e Alto Paraíso. Foram realizadas ações integradas de Saúde, com a formação de uma Comissão Municipal da Saúde representativo e participante e pioneira na implantação da Municipalização da Saúde, com uma ampla abrangência do atendimento gratuito, indiscriminado e de boa qualidade. Além da implantação do Sistema Unificado e Descentralização da Saúde – SUDS, as maiores conquistas foram o retorno do plantão médico do Hospital de Caridade à noite.

Para oferecer mais opções de lazer a nossa Comunidade o Poder executivo Municipal doou a área do Serviço Social da Indústria – SESI, para a construção do Centro Social e Módulo Esportivo, (Lei Municipal nº 955/88).

Em Convênio com Universidade da Kassel/Alemanha foi desenvolvido no CEAPEDE, antigo CCTA, um programa de Agricultura Demonstrativa Ecológica.

 Dentro do programa de reflorestamento o município era considerado destaque a nível estadual, pois além da produção de 300 (trezentos mil) mudas de espécies nativas e exóticas, possuía também uma câmara fria para conservar as sementes. As mudas eram distribuídas gratuitamente para os agricultores do município.

No setor do trabalho foi dinamizado o SINE, realizados cursos de aperfeiçoamento Técnico com a fundação Gaúcha do Trabalho e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural-SENAR, e dada atenção especial às microempresas que tiveram inclusive assistência técnica e gerencial para a sua implementação.


1º Seminário de avaliação da aula integrada 17.07.1987. Acervo do MAHP.

                   Lançamento do Livro Panambi, ontem e Hoje. Acervo do MAHP.


10º PREFEITO ORLANDO IDILIO SCHNEINER – 1997 A 2000 

            Orlando Idílio Schneider esteve à frente da Prefeitura Municipal no período de 01 de janeiro de 1997 até 31 de dezembro de 2000. O vice-prefeito foi Bruno Arthur Fockink. Contou com a colaboração direta dos seguintes profissionais: Walter Trein - Secretário do SEDES - Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Social; Júlio Goergen - Secretário de Obras; Miguel Schmitt-Prym - Secretário da Saúde; Sérgio Degen - Secretário da Fazenda; João Francisco Estula - Secretário da Administração; Elenir de Fátima Dill Winck - Secretária Municipal da Educação e Cultura; Enio Stahlhöfer - Secretário da Habitação, Trabalho e Ação Social; Paulo Schwingel - Secretário do Desporto, Turismo e Lazer e José Luiz de Mello Almeida - Secretário da Agricultura (NOTÍCIA ILUSTRADA,1997). Ocorreram alterações de nomes no decorrer da administração.

            Em abril de 1997, aconteceu um problema ambiental na Usina de Triagem e Compostagem, localizada na BR 158, sendo que o Gestor Municipal, juntamente com representantes de diversos setores da comunidade,  reuniram-se para encontrar soluções.

Apresentou-se três áreas para relocalização da Usina de Triagem de Resíduos Sólidos (lixo). A área escolhida e adquirida foi a localizada em Rincão Frente. Deu-se início a legalização da Unidade de Tratamento dos Resíduos Sólidos localizada na BR 158 e concomitantemente a encaminhamentos para a autorização junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler - FEPAM para construção e relocalização da Usina. Os trabalhos de terraplanagem e construção parcial foram realizados na administração. Em fevereiro de 2000 deu-se início a coleta seletiva de resíduos através da campanha dos meios de comunicação. Foram realizados durante o ano debates, palestras de conscientização sobre a separação dos resíduos.

A ARPA FIÚZA foi criada em 1997 e reconhecida de utilidade pública, através da Lei Municipal Nº 1.699/98. Em reunião com a municipalidade, o Prefeito prometeu e reativou o Conselho Municipal de Meio Ambiente. Ambos passaram a atuar em parceria para encontrar soluções para os problemas ambientais.

Na Secretaria de Educação estavam lotadas 5 escolas de 1º Grau Completo, 10 escolas de 1º Grau Incompleto, 6 Creches, um Laboratório de Informática Laboratório de Desenvolvimento Cognitivo - LADEC, o qual foi descentralizado, implantando gradativamente laboratórios de informática nas escolas. As primeiras Escolas em que foram implantados laboratórios de informática foram: Bom Pastor e Presidente Costa e Silva. No final dessa administração completaram-se 9 anos de informática educativa na rede municipal.

Foi criado em 1997 o Coral Municipal Infantil, estendido às redes municipal, particular e estadual e lançado o primeiro CD no ano de 2000. No mesmo ano foi criada a Escola de Talentos, numa iniciativa do Rotary Club de Panambi, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Cultura.

Implantou, a partir do ano de 1997, a escolha das equipes diretivas para todas as escolas de Ensino Fundamental, sendo que a escolha do diretor já ocorria desde 1991.

Em 1997, a SMEC voltou a instalar-se em seu antigo endereço, a rua Paissandu, nº 48. Neste período o Setor de Merenda também foi reinstalado devido à demanda. A Escola Waldenor Winkler foi ampliada para o 1º grau completo. No interior do município existiam apenas 8 escolas. Duas de 1º Grau completo: EMEF Madalena e EMEF 21 de Abril; Uma escola de 1º Grau Incompleto seriada: a Escola Maurício Cardoso; e cinco escolas multisseriadas unidocentes: as Escolas Almirante Tamandaré, Assis Brasil, Professor Ernesto Lammers, Osvaldo Cruz e Tiradentes. Destas, as escolas Tiradentes, de Linha Jacicema e Professor Ernesto Lammers, de Linha Morengaba foram municipalizadas totalmente, em 1997.

No ano de 1997 foi desativada a Escola Princesa Isabel da Linha Inhame e concluída a ampliação da Escola Municipal Madalena, da Linha Ocearu. Em 1998, o Município passou a atender 58% dos alunos do Ensino Fundamental.  

Ampliaram-se as Escolas: Escola Municipal Maurício Cardoso, da Linha Iriapira I; Escola Municipal Rui Barbosa, do Bairro Pavão e Escola Municipal Bom Pastor, do Bairro Kuhn. Concomitantemente, foram desativadas as Escolas Municipais Getúlio Vargas e Santo Antônio, da Linha Boa Vista e Pinheirinho, respectivamente, visto que a população rural continuou diminuindo. Neste ano devido ao aumento considerável de alunos decorrente da nuclearização na Escola Madalena, esta  teve implantado o 1º Grau e foi informatizada. Na zona urbana implantou-se a 6ª série na Escola Municipal Rui Barbosa, no Bairro Pavão e 5ª e 6ª séries na Escola Municipal Conrad Doeth, do Bairro Fritsch. Em 1999 a Escola Conrad Doeth novamente foi ampliada para atender 7ª e 8ª séries. Construiu-se quadras de esportes nas escolas, iniciando por Bom Pastor e Dona Leopoldina.

Em 1999 foram contratadas três kombis, nove micro-ônibus que eram pagos por quilômetros rodados e sete micro-ônibus, pagos por passagem. A Prefeitura dispôs três Kombis, duas camionetes Topic e dois ônibus.             Neste período foram transportados 1.200 alunos, destes 1.115 da Educação Infantil e Ensino Fundamental e 105 de Ensino Médio ( A NOTÍCIA ILUSTRADA, 1999). Ao final de um dia estes veículos rodavam aproximadamente 2.500 km transportando alunos. Todos os veículos foram equipados com cinto de segurança, e identificados com uma faixa amarela com a inscrição ESCOLAR, bem como houve a implantação de tacógrafos.

Foram colocadas duas linhas atendidas pela AVIPAN para atender a demanda dos professores, funcionários e alunos para deslocamento às Escolas Municipais Madalena e Rui Barbosa.

            Nesse mesmo ano, por exigência de Lei, as creches passaram a denominar-se Escolas de Educação Infantil. Inaugurou-se as EMEI Sonho e Fantasia do Bairro Alvorada a EMEI PQ’Ninos, no Bairro Esperança (antes Escola Monteiro Lobato).

A Biblioteca Municipal foi transferida para o Edifício Rudi Arnoldo Franke, no segundo piso.

O Museu e Arquivo Histórico Municipal recebeu os livros da Extinta Sociedade de Leitura Hermann Faulhaber.

                Aconteceu a 1ª Mostra “Mãos da Nossa Arte”.

Foram perfurados vários poços artesianos. Instalou-se a fábrica de Schmier e geleias, pelo Fundec na Iriapira, em parceria da Prefeitura com a Fundação do Banco do Brasil.

            Houve a construção da primeira ponte em concreto armado, utilizando materiais produzidos na fábrica de tubos na Prefeitura Municipal. Esta media 18 metros de vigamento inteiriço, a qual foi colocada sobre o rio Fiúza, entre as localidades das Linhas Morengaba e Rincão Fundo, conhecido como Wasserstadt (  A NOTICIA ILUSTRADA, 2000).

Várias obras de infraestrutura foram construídas, entre elas a conclusão da rua 25 de julho e o acesso asfáltico para UNIJUÍ, bem como a duplicação do Distrito Industrial com asfaltamento parcial da via de acesso.

Implantado o programa Pró-rural 2000, beneficiando várias famílias carentes da zona rural do município, com 72 projetos de moradia, nas quais foi realizada melhoria nos banheiros, abastecimento de água e energia. Foi realizada a campanha de tríplice lavagem de produtos fitossanitários.

Houve a aquisição de áreas para a Unidade de Tratamento da Coopeixe, da Cooperativa de Apicultores, para reimplantação da Horta Comunitária no Bairro Esperança. Esta última com a finalidade da produção de verduras e legumes para as famílias e para abastecimento da demanda  das escolas municipais, além da APAE e auxílio para Hospital e Lar da Velhice.

 Também houve a construção de centros comunitários, em parceria da prefeitura com moradores.

Foi criado o IMSS - Instituto Municipal de Seguridade Social dos Servidores Municipais de Panambi pela Lei Municipal Nº 1.540/97, de 29 de janeiro de 1997. Estas são apenas algumas das obras.  

Este texto não tem a intenção de apontar cem por cento das obras realizadas, apenas algumas com o intuito de homenagear este cidadão panambiense.



Álbum 12.029 -  Coral Municipal -  Acervo do MAHP


Autores:  

Cléa Hempe (Coordenadora do MAHP), Janete Finger Scheuer, Marcos  Cristiano  da Silva Fischer e Temia Wehrmann.

Revisão: Elis Regina Bayer (SMEC)

Texto publicado no Jornal Folha das Máquinas, 2017.


Fotos do Senhor Orlando Schneider em eventos das Administrações Municipais




Evento Dia do Imigrante. 25.07.1974. Acervo do MAHP,  Foto Nº 7.102. 


Evento no Dia do Imigrante 1974. Acervo do MAHP, Foto Nº 7.103 

Orlando Schneider enfrente o Pórtico


Centenário da Imigração Alemã. Acervo do MAHP, Foto  Nº 7.111


Festival de Banda 1988. Acervo do MAHP, Foto  Nº 7.125


  Orlando Idílio .Schneider, prefeito Centro Administrativo Rudi Arnoldo Franke. 
A mesa e a cadeira faz arte do acervo do MAHP. Foto Nº 1.144.



Posse das Equipes Diretivas das EMEF´s.  Presença do Prefeito Orlando Schneider, do Conselho Municipal de Educação, Presidente Ilca Laskoski.

Orlando Schneider com as diretoras das EMEI´s.

Orlando Schneider , 10ª Administração Municipal. Posse da Equipe Diretiva da EMEF Dona Leopoldina. Inês Diretora, Janete S. Vice-Diretora. Elis Regina Bayer -Coordenadora Pedagógica e Lígia B. Coordenadora na SMEC.

Orlando Schneider , 10ª Administração Municipal. Posse da Equipe Diretiva da EMEF Waldenor Winkler. Em pé: Áurea Menegon,  Dorilda de Paula, Damaris (...).  Na mesa: Elenir de Fátima Dill Wink e Ilca Laskoski


Orlando Schneider. Homenagem ao Prefeito.

4ª da esquerda para direita Orlando Schneider

1º da esquerda para direita Orlando Schneider, em evento.

     Orlando Schneider com a Secretária Elenir. Enfrente ao prédio da SMEC, antiga Escola Estadual Poncho Verde.









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